domingo, 3 de abril de 2011

Silêncio da verdade.


Sons de vida que invadem meu íntimo,

no silêncio é que me encontro comigo,

quieto grito sem pudor ou vergonha,

espanto pra longe meu maior inimigo.



Calado, penso em meus acertos,

me deparo sempre com a verdade,

certeza duvidosa das coisas que fiz,

erros que me afastam da realidade.



Despido de barulhos incômodos,

trancado em minha masmorra,

me encarcero em pensamentos,

antes que de solidão eu morra.



Silêncio: bendito mal que me leva

à mundos nunca antes visitados,

transformes esta eterna viagem

em sons de tesouros conquistados.



Hora de ouvir o que tens a dizer:

fale silêncio, dê um sinal de existência,

diga mesmo o que não quero ouvir,

acabe logo com esta penitência.



Me mostre sem falsa piedade,

o que preciso, depressa, enxergar,

me alivie este fardo de dúvidas.

Preciso, o som da verdade, escutar.

Um comentário:

Daisy-se disse...

Adoro o silêncio!