quarta-feira, 14 de julho de 2010

Palavra indomável

Dia desses me deparei com uma palavra xucra.
Tentei montá-la, me dei mal: era palavra indomável.
Laçá-la? Sonho besta: a palavra corria mais que o pensamento.

Pensei em armadilha pra palavra desse jeito.
Armei, esperei, fiquei de tocaia, mal respirava.
Que susto! Quando a palavra passou, nem vi.

Palavra sem limites, sem amarras, corria solta.
Aguardei pra ver se a palavra se distraía.
Que palavra esperta! Não titubeava um segundo.

Jaula? Ela arrebenta no peito: ouvi dizer.
O final da história? Surpresa total!
Quando já tinha desistido... lá veio ela.

Mansa, doce, livre. A palavra me lambeu e se foi.


5 comentários:

O Segredo do Gênesis disse...

Belíssimo poema! Parabéns!

Danilo M. M. disse...

Há poesias feitas para jamais ocuparem um papel. As palavras, por natureza, livres.

Pétalas D'Alma disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
souquemsou2 disse...

Belo! Surpreendente.
Obrigada, pelo convite.

Amanda Soledade disse...

Seus textos me inspiram... Ainda bem que você escreve no twitter também! São como pequenas doses da grande poção que esse blog é. Parabéns!