terça-feira, 13 de julho de 2010

Máscara caída


Com quem me pareço agora?
Mascarado, me apresento multifacetado.
Fingidor é o que sou: imitador de almas.
Invento personagens para ser aceito.


Escondo quem sou, me disfarço.
Diante de cada um, uma fisionomia diferente.
Transformista sem cara, pura enganação.
Mostrar minha face jamais: é assustadora.


O espelho é o meu maior algoz.
Despe-me sem pena, me envergonha.
Sem máscara, o que vejo me deprime.
Meu vício é parecer o que não sou.


Preciso me entorpecer, fingir agora.




Um comentário:

Tati Casuz disse...

Essa é a realidade de muita gente. Amei!!! Beijosssssss.