domingo, 1 de agosto de 2010

Conflitos


Conflitos me sacodem sem piedade.
Dilemas, poemas, algemas: prisioneiro dos meus pensamentos.

Delirando, agonizo na busca pela verdade que me engole.
Filosofia barata: vendida em botequim a preço de cachaça.

Cada gole me afasta da dureza da realidade.
Cada trago me aproxima do utópico: sonho sem sentido.

No copo fundo o gelo derrete suavizando o gosto amargo da solidão.
Tonto, vejo rodar este mundo confuso: vida em roda gigante.

Embriago-me com meus sentimentos conflitantes: pura incoerência.
Dopado pelo forte teor de acidez das minhas angústias, fujo de mim.

Fuga inútil: logo me acho e me envergonho do que vejo.

Um comentário:

Danilo M. M. disse...

Não tem nada mais real do que o espelho no final do dia. Não há fuga do que refletimos.