sábado, 26 de março de 2011

Recomeço


O poeta volta a escrever como quem volta pra casa.
Se sente bem diante das letras, porto seguro.
Palavras que se amontoam e pedem pra sair.
Idéias que imploram para serem vistas.

Um poeta não para de criar, para de escrever.
Quando retorna, cai no aconchego dos versos.
Como criança faceira, brinca com pontos e vírgulas.
Como bicho feliz, abana o rabo para as palavras que se aproximam.


Feliz por estar de volta e dividir com os amigos o que sinto e penso.

2 comentários:

Deah disse...

Incrivelmente belo teu escrito! Parabéns poeta! Sinceros. Ótima noite!

DeahCristina.

Iara disse...

E como é bom voltar, se encontrar novamente entregue ao chamado do papel e caneta, não permitir que passem mais despercebidos seus chamados, seus gritos, seus lamentos.
Um poeta nunca deveria parar de escrever, pois as poesias pensadas acabam se tornando poesias egoístas, criadas pelo poeta somente para seu próprio deleite.